A festa junina é tão comum no Brasil que parece até uma festa típica do nosso país. Mas a verdade é que a história desta celebração é antiga e sofreu inúmeras transformações no decorrer dos séculos, e tem origens pagãs, em tempos pré-cristãos: era uma celebração do solstício de verão. Com o surgimento do cristianismo, a festividade passou a ser associada ao nascimento de João Batista.
BRASIL
No Brasil, as festas juninas celebram não apenas São João, mas Santo Antônio, São Pedro e São Paulo, e são festas multiculturais trazidas pelos portugueses a partir do século 19. Houve, então, uma mistura entre a cultura européia e a local. As festividades não possuíam um nome oficial, e eram chamadas de “festas juninas” devido ao mês de celebração.
Em nosso país, a festa acabou tomando um caráter agrícola de agradecimento aos santos pela chuva nas plantações, e os produtos colhidos foram incorporados à festividade, com maior destaque para o milho, que é base de pratos como a pamonha, a canjica, a pipoca, o bolo de milho, o cural, entre outros. Com o tempo, foram acrescentados diversos outros pratos e bebidas, como o quentão, o pé-de-moleque, o vinho quente, o chá de amendoim, entre inúmeros outros. As roupas e os instrumentos típicos destas festas são basicamente de origem portuguesa.
RÚSSIA
A Noite de Kupala, como é conhecida essa celebração, é tradicional na cultura eslava. A festividade era inicialmente chamada de Kupala e era um rito pagão da fertilidade, mas foi cristianizada e hoje em dia se chama Ivan Kupala – o nome “Ivan” corresponde a “João”. As mulheres colocam coroas de flores nos rios e tentam ler o futuro amoroso pelo modo como as flores ondulam na água.
Os homens, por sua vez, podem tentar pegar a coroa da mulher desejada, na esperança de conquistar seu amor. Há também passeios na floresta em busca da flor de samambaia, que só brota nessa época. Diz-se que quem encontrá-la recebe prosperidade, sorte, discernimento e poder.
PORTUGAL
Em Portugal, a festa tradicionalmente envolve música, comida, vestimentas e decoração típicas. Mas, antes de ser cristianizada, estava relacionada a festas de fertilidade. Lá, não se chamam “festas juninas”, mas “Festas do Santos Populares”. As pessoas saem às ruas, envoltas em balões coloridos, arcos, entre outros.
As festividades principais ocorrem em Lisboa (12 para 13 de junho, dia de Santo Antônio) e no Porto (23 para 24 de junho, dia de São João). Em locais como Sintra e Évora, comemora-se São Pedro, no dia 29. Nessas festas, os portugueses saltam fogueiras e oferecem ao parceiro um vaso de manjerico com um poema de amor.
DINAMARCA, FINLÂNDIA, NORUEGA E SUÉCIA
Nos países nórdicos, também se comemora o solstício de verão, e hoje em dia a festividade é conhecida como “véspera de São João”. Na Dinamarca, são acesas fogueiras para espantar espíritos malignos. Alguns visitam fontes sagradas como uma lembrança do batismo de Jesus por João Batista no rio Jordão. Na Finlândia, uma característica muito importante da festividade de verão é a noite branca e o sol da meia noite. Isso porque a proximidade do Círculo Ártico torna as noites próximas ao solstício muito curtas, ou até inexistentes.
Já na Noruega, o dia também é chamado de “Velório de João”. No geral, é comum fazer fogueiras e fazer casamentos de mentira, que simbolizam o florescimento de uma nova vida. Na Suécia, o maior costume é dançar em volta de um mastro (midsommarstång), uma atividade que leva muitas famílias e grupos de amigos.
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